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Mostrando postagens de abril 17, 2011

Chico Pedrosa - ASTÚCIA DE CABÔCO

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O Nordeste tem poeta tem matuto e tem cantor tem viola e gente alegre, inteligente, seu doutor. Tem verso, tem poesia tem prosa e cantador  ...

A Verdadeira História de Dom Quixote

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Patativa do Assaré

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Poesia de Cordel - Patativa do Assaré

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MEU PAPAI NOEL DE CASA

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A Chegada de Lampião no Inferno - Cordel

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Lampião e Zé Pelintra - Cordel ilustrado

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Ai se sesse!!

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GONGA MONTEIRO e CICERO MORAES- FEIRA CORDEL SERRA TALHADA

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DEDé MONTEIRO - IMPROVISANDO - FEIRA DE CORDEL SERRA TALHADA

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Francisco Petronio Pires (ed. resp.), PE, "AS QUATRO VELAS", Dedé Monteiro.

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MAFUÁ DO MATUTO: POETA DEDÉ MONTEIRO E POETA CHICO PEDROSA

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Dedé Monteiro

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POETA DEDÉ MONTEIRO

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Do Poeta Dedé Monteiro   No dia de abandonar O meu torrão querido, Ouvi meu próprio gemido A me pedir pra ficar… Mas, vendo que de voltar Havia pouca esperança, Triste como uma criança Que está com fome ou com sede No punho da minha rede Deixei um nó por lembrança *********************************   Do jeito que a “ASA BRANCA” Voltou trazendo alegria, Ah se “ZE DANTAS” voltasse Pra se banhar de poesia, Ouvir, hipinotizado, Seu “SABIÁ” afinado Cujo tom ninguém derriba, E conferir de pertinho O apaixonado carinho Dos irmãos de Carnaíba. ******************************* Num barco de sonhos embarquei com ela Fugindo dos roncos da modernidade E a praia deserta da felicidade Serviu de cenário pra nossa "novela". Deitado na areia com minha "donzela" Não via a carreta do tempo girar Na frente, ondas brancas, por trás, um pomar; Do lado, os encantos da minha princesa E em cima, o céu claro fil...

DEDÉ MONTEIRO - Poeta Tabirense

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                   Fim de Feira O lixo atapeta o chão um caminhão se balança quem vem de fora se lança em cima do caminhão um ébrio esmurra o balcão no botequim da esquina o gari faz a faxina um cego ensaca a sanfona e um vendedor dobra a lona depois que a feira termina. miçanga, fruta, verdura, milho feijão e farinha, bode, suíno, galinha, miudeza, rapadura. é esta a imagem pura de uma feira nordestina que começa pequenina, dez horas não cabe o povo. e só diminui de novo depois que a feira termina na matriz que nunca fecha muito apressado entra alguém mas sai vexado também se não o carro lhe deixa o padre gordo se queixa do calor que lhe domina e agita tanto a batina quem que vê fica com pena toca o sino pra novena depois que a feira termina. a filhinha do mendigo sentada a seus pés, num beco, comendo um pão doce seco diz: papai, coma comigo. e o velho pensa consi...
A dor de barriga repentina do prefeito   Casa de prefeito em cidade pequena é a gota serena pra ser procurada. Tem delas que o infeliz do gestor nem acorda e o povo já está na cozinha tomando cafezinho ou na porta do quarto com um cigarro no bico. Às vezes os tristes até se sufocam com a fumaça que entra pelas brechas da porta. Geralmente aparecem aquelas pobres mulheres, raquíticas, de dentes furados, cabelos maltratados, unhas sujas, há vários dias sem banho com um menino no braço dando de mamar. Do interior do quarto mesmo de porta fechada escutam: - Vai peste mama logo, porque daqui a pouco o prefeito acorda e eu não vou falar com ele dando de mamar não! O pobre do inocente espia pra dita cuja cum uns butico de oi da bixiga lixa. Aí a outra colega que está aguardando também o poderoso chefão, reclama: - mulher num diz isso cum o inocente, o bichim tá cum fome. Ela dar uma tragada bem forte no cigarro e responde: - basta...
MILONGA   Milonga é doidinho e vive catando coisinhas no chão, na cidade de São José do Egito e ninguém (nem ele mesmo) lhe sabe o nome, ou de onde veio. Mulato e baixinho, tem o tipo físico dos habitantes da zona canavieira de Pernambuco, lugar de onde acham que ele veio. Solícito, não é homem para negar um mandado a ninguém, por isso, um lhe dá a roupa outro a comida e assim vai tocando a sua vida, debaixo da benevolência e da imensa piedade de Deus. Otacílio era um rapaz ainda muito novo, quando morreu de um “sucesso”. Uma “Lazarina” de cano fino, uma medida de chumbo seis, outra de pólvora “Elefante”, duas buchas de corda bem vaquetadas, uma espoleta “Pica-pau”, e um garrancho que bateu na queixa da espingarda, que era “muito doce” (espingarda doce é aquela que dispara com muita facilidade e que a gente conduz com muito cuidado, nos braços, assim como quem carrega roupa engomada), promoveram o tiro que lhe varou a titela. O que foi uma pena pois era um rapa...
 Nóis tamo é lascado!   Dois matutos de Monteiro no Cariri paraibano, cansados da seca e das promessas dos políticos, decidiram tentar a vida em uma cidade grande. Venderam o burro, o jumento e o cavalo e na esperança de um dia voltar, rumaram para o Rio de Janeiro. Chegando lá, por sorte, arranjaram empregos de serventes em uma pequena construção, o salário era pequeno mal dava para sobreviver e raramente sobravam alguns trocados para enviarem para aos familiares na Paraíba. Durante o período do carnaval dois árabes, fazendo turismo no Rio, passaram em frente à obra e viram os paraibanos de enxadas nas mãos, mexendo areia e cimento. O sol estava escaldante e os nordestinos suavam até pela ponta do nariz. Os turistas se aproximaram e admirados de tanta bravura, perguntaram quais os salários dos dois. Eles informaram que ganhavam o salário mínimo e que era muito pouco. Os turistas, perguntaram se eles não aceitavam ir morar na Arábia Saudita e trabalhar lá recebendo salá...

Nordeste Independente!!!

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Imagine o Brasil ser dividido e o Nordeste ficar independente!! Para nós seria uma grande vantagem, uma vez que somos fortes, decididos, animados e inteligentes. Sabendo-se que o braço forte das grandes capitais brasileiras dependem dos nordestinos para se desenvolver... Imagine o Brasil ser dividido e o Nordeste ficar independente!!!